A era dos pioneiros (1902 – 1930)
As primeiras edições do Campeonato Paulista, fundado por Charles Miller, foram dominadas por clubes ligados à elite paulistana e a comunidades de imigrantes. O primeiro campeão da história foi o São Paulo Athletic Club, em 1902, equipe fundada por ingleses e símbolo da introdução do futebol no Brasil. Além do São Paulo Athletic Club, os principais campeões neste período são o Paulistano, o AA das Palmeiras (sem relação com o atual Palmeiras), o Germânia (atual Clube Pinheiros) e o Internacional de São Paulo. O grande destaque dessa fase foi o Club Athletico Paulistano, que se transformou no primeiro gigante do futebol paulista, acumulando títulos e ajudando a popularizar o esporte. Era um campeonato amador, elitizado, mas fundamental para a consolidação do futebol no estado. Durante esse período, houve diferentes ligas organizando o campeonato, alguns disputados simultaneamente. A unificação veio apenas em 1937, sob a Liga do Futebol Paulista, embrião da atual Federação Paulista de Futebol. Todos os títulos, independentemente da liga organizadora, são reconhecidos oficialmente. Conheça os campeões deste período: 1902, 1903 e 1904: São Paulo Athletic 1905: Paulistano 1906: Germânia 1907: SC Internacional 1908: Paulistano 1909 e 1910: AA das Palmeiras 1911: São Paulo Athletic 1912: SC Americano 1913: SC Americano / Paulistano 1914: Corinthians / AA São Bento 1915: Germânia / AA das Palmeiras 1916: Corinthians / Paulistano 1917, 1918 e 1919: Paulistano 1920: Palestra Itália 1921: Paulistano 1922, 1923 e 1924: Corinthians 1925: AA São Bento 1926: Palestra Itália / Paulistano 1927: Palestra Itália / Paulistano 1928: Corinthians / SC Internacional 1929: Corinthians / Paulistano 1930: CorinthiansEra da profissionalização (1930 – 1950)
Com a profissionalização do futebol nos anos 1930, o Campeonato Paulista entrou em uma nova fase. Clubes que hoje são gigantes começaram a dominar a competição. O Corinthians se firmou como potência popular, enquanto o Palestra Itália se destacou pela organização e forte identidade comunitária, sendo rebatizado como Palmeiras durante a Segunda Guerra. O São Paulo, fundado em 1930, conquistou seu primeiro título logo no início da década. O Santos também iniciou sua trajetória de crescimento. Em 1942, o futebol paulista ganhou o Estádio do Pacaembu, novo palco dos grandes jogos. Nomes como Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e Domingos da Guia marcaram época, ajudando a transformar o Paulistão em referência nacional. Os campeões do período foram: 1931: São Paulo / Palestra Itália 1932: Palestra Itália 1933: Palestra Itália / Albion 1934: Palestra Itália / Juventus (na época chamado Fiorentino) 1935: Portuguesa / Santos 1936: Portuguesa / Palestra Itália 1937, 1938 e 1939: Corinthians 1940: Palestra Itália 1941: Corinthians 1942: Palmeiras 1943: São Paulo 1944: Palmeiras 1945 e 1946: São Paulo 1947: Palmeiras 1948 e 1949: São Paulo 1950: PalmeirasA era de ouro (1950 – 1970)
Antes da consolidação do Campeonato Brasileiro, o Paulistão reunia alguns dos melhores elencos do país. O campeonato era longo, extremamente competitivo, e os clássicos mobilizavam multidões. Nesse período, São Paulo se consolidou como centro técnico do futebol brasileiro. Em 1962, por exemplo, 13 jogadores da Seleção atuavam por clubes paulistas. O grande protagonista foi o Santos, impulsionado pela geração histórica liderada por Pelé, Coutinho e Pepe. O clube dominou o estadual em diversos anos, acumulando também conquistas nacionais e internacionais. Apesar disso, houve equilíbrio. O Palmeiras se fortaleceu com a “Primeira Academia” e o São Paulo conquistou títulos importantes, porém o Corinthians iniciou um jejum que duraria 23 anos. 1951 e 1952: Corinthians 1953: São Paulo 1954: Corinthians 1955 e 1956: Santos 1957: São Paulo 1958: Santos 1959: Palmeiras 1960, 1961 e 1962: Santos 1963: Palmeiras 1964 e 1965: Santos 1966: Palmeiras 1967, 1968 e 1969: Santos 1970: São PauloA era do interior (1970 – 1990)
O período marcou a entrada definitiva dos clubes do interior na lista de todos os campeões do Campeonato Paulista, com a Inter de Limeira em 1986 e o Bragantino em 1990. Mesmo com poucos títulos, várias finais tiveram equipes do interior, como Ponte Preta, XV de Piracicaba, Guarani e São José. Esse cenário ampliou o alcance estadual da competição. O Corinthians voltou a ser campeão em 1977. O Palmeiras venceu em 1976, enquanto o São Paulo foi o clube mais regular do período. Craques como Sócrates, Rivellino, Careca, Raí, Serginho Chulapa, Muller e Neto brilharam no Paulistão, reforçando seu papel como vitrine nacional. 1971: São Paulo 1972: Palmeiras 1973: Santos / Portuguesa (título dividido) 1974: Palmeiras 1975: São Paulo 1976: Palmeiras 1977: Corinthians 1978: Santos 1979: Corinthians 1980 e 1981: São Paulo 1982 e 1983: Corinthians 1984: Santos 1985: São Paulo 1986: Inter de Limeira 1987: São Paulo 1988: Corinthians 1989: São Paulo 1990: BragantinoEra da modernização (1990 – 2000)
Esse período foi marcado por mudanças frequentes de regulamento, fases eliminatórias e maior influência da televisão. O Paulistão tornou-se mais dinâmico, com mata-matas que valorizaram os clássicos. Os grandes clubes retomaram protagonismo. O Corinthians viveu uma fase vitoriosa, o São Paulo manteve regularidade e o Palmeiras alternou gerações. O Santos voltou a brilhar no início dos anos 2000. Ituano (2002) e São Caetano (2004) simbolizaram a força de projetos bem estruturados. Entre os destaques estiveram Marcelinho Carioca, Edmundo, Rogério Ceni, Rivaldo, Robinho, Diego e Tevez. 1991 e 1992: São Paulo 1993 e 1994: Palmeiras 1995: Corinthians 1996: Palmeiras 1997: Corinthians 1998: São Paulo 1999: Corinthians 2000: São Paulo 2001: Corinthians 2002: Ituano 2003: Corinthians 2004: São Caetano 2005: São Paulo 2006 e 2007: Santos 2008: Palmeiras 2009: Corinthians 2010: SantosEra atual (2011 à 2025)
Nos últimos 15 anos, o Paulistão convive com um calendário apertado e maior desigualdade financeira. Ainda assim, segue como vitrine de início de temporada. O Corinthians foi destaque na década de 2010. O Palmeiras construiu uma hegemonia recente baseada em estabilidade administrativa e elencos fortes. O Santos teve fases marcantes com Neymar e Gabigol, enquanto o São Paulo encerrou um longo jejum. Nomes conhecidos por quem faz apostas no Campeonato Paulista na Betfair, como Ganso, Dudu, Cássio, Paulinho, Lucas Moura, Endrick e Raphael Veiga marcaram essa era. 2011 e 2012: Santos 2013: Corinthians 2014: Ituano 2015 e 2016: Santos 2017, 2018 e 2019: Corinthians 2020: Palmeiras 2021: São Paulo 2022, 2023 e 2024: Palmeiras 2025: Corinthians Ao todo, o Corinthians é o maior vencedor entre todos os campeões do Campeonato Paulista com 31 títulos, seguido por Palmeiras (26), São Paulo e Santos (ambos com 22). Será que em 2026, o domínio cresce ou uma nova força desbancará essa sequência de vitórias alviverdes e alvinegras?** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.
