Foto: Pedro Souza / Atlético
O calendário marca 23 de janeiro de 2026 e a tabela do Campeonato Mineiro mostra um dado que incomoda profundamente o torcedor do Atlético-MG: o Galo é o único integrante da Série A do Brasileirão que ainda não venceu na temporada. Enquanto rivais empilham triunfos, o time de Hulk e companhia soma quatro empates em quatro jogos. Mas o zero na coluna de vitórias é apenas o sintoma; a doença parece ser a ansiedade.
A Arena MRV, inaugurada para ser a fortaleza impenetrável do clube, começa a dar sinais de que virou um peso. Em vez de empurrar, a arquibancada — compreensivelmente impaciente — tem transmitido uma tensão que o time absorve em campo. O que era para ser imposição técnica vira pressa, e a pressa vira erro.
A estatística fria é cruel. Se somarmos a reta final de 2025 com o início de 2026, o Atlético venceu apenas uma das últimas 10 partidas.
Para entender o tamanho da pressão, basta olhar para o lado. Todos os outros 19 times da elite já comemoraram no ano. O Galo ficou sozinho na lanterna moral da temporada:
O fenômeno é psicológico. A torcida chega à Arena esperando um espetáculo (“hoje vai”), mas quando o gol não sai nos primeiros 20 minutos, o clima muda. O murmúrio de insatisfação desce da arquibancada e “trava” as pernas dos atletas. No 0 a 0 contra o Tombense, isso ficou nítido. Vaias, irritação e um time nervoso. O estádio, que deveria ser o 12º jogador, vira um cobrador implacável de uma dívida de desempenho.
É neste cenário de panela de pressão que o Atlético recebe o Cruzeiro no domingo (25). O clássico virou uma encruzilhada: