Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Esqueça o Cruzeiro que “briga para não cair” ou que busca “oportunidades de mercado”. O ano de 2026 marca o início oficial de uma nova era na Toca da Raposa. Sob o comando de Pedro Lourenço (Pedrinho BH), a SAF ultrapassou a barreira simbólica de R$ 500 milhões investidos em reforços. Não é mais reconstrução; é imposição.
Para materializar essa ambição, o clube montou um “Trio de Ouro” blindado contratualmente e financeiramente. Matheus Pereira, Kaio Jorge e Gerson não são apenas titulares; são os pilares de um projeto que exige a Libertadores como meta mínima e títulos como obsessão.
A renovação até o fim de 2028 foi o primeiro recado ao mercado. Matheus não é passageiro; é o dono do time.
Talvez o maior sinal de força do Cruzeiro não tenha sido uma compra, mas uma recusa. O clube disse “não” a ofertas que rondavam € 30 milhões pelo atacante e renovou seu vínculo até 2030.
A chegada do “Coringa” por 27 milhões de euros (maior compra da história do futebol brasileiro) mudou o patamar do meio-campo.
O diagnóstico do início de 2026 é claro: o Cruzeiro cria muito, mas mata pouco. Contra o Democrata-GV, foram 45 cruzamentos e 19 escanteios para zero gols. O papel do “Trio de Ouro” é refinar esse volume.