Foto: Divulgação Flamengo
O Flamengo iniciou 2026 com uma missão silenciosa, mas estratégica nos bastidores do Ninho do Urubu: “recalcular” o status de Pedro. A diretoria rubro-negra discute um reajuste salarial e uma possível extensão contratual para o camisa 9, visando corrigir uma defasagem histórica em relação a outros protagonistas do elenco. O movimento não é apenas técnico; é financeiro.
O clube entende que Pedro é um “ativo” que orbita a casa dos R$ 112 milhões e que deixá-lo insatisfeito com seus vencimentos é abrir uma brecha perigosa para o mercado desvalorizar o jogador.
Hoje, Pedro tem contrato até dezembro de 2027. Na teoria, o clube está protegido. Na prática, o Flamengo sabe que salário é hierarquia. Se o artilheiro ganha menos que reforços recentes ou outros ídolos, o ruído interno cresce e o “assédio” externo ganha força.
Para entender a urgência da valorização, basta olhar a etiqueta de preço.
A última renovação de Pedro foi em janeiro de 2023. De lá para cá, o mercado inflacionou e o papel dele no time cresceu.
O Flamengo aprendeu a operar como gigante europeu. A discussão deixou de ser “o Pedro merece?” para ser “como protegemos o investimento?”. Se o jogador se sente desvalorizado, seu rendimento cai e seu valor de mercado despenca. Ao aumentar o salário, o Flamengo está, na verdade, comprando estabilidade. É um investimento para garantir que, se Pedro sair um dia, será pela porta da frente e deixando um cheque gordo nos cofres da Gávea.