Eduardo Costa confirma candidatura a deputado estadual e se afasta da Rádio Itatiaia até junho - La Notícia
La Notícia

Eduardo Costa confirma candidatura a deputado estadual e se afasta da Rádio Itatiaia até junho

Reprodução - Instagram

Uma das vozes mais reconhecidas da Rádio Itatiaia deixará o microfone para disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Em entrevista ao Moon BH, o jornalista e radialista Eduardo Costa confirmou sua candidatura a deputado estadual nas eleições de 2026 e revelou a motivação por trás da decisão.

“Eu tô disposto, é agora ou nunca. Eu tenho orgulho do que fiz, é agora ou nunca”, afirmou ao Moon BH.

O afastamento da emissora é compulsório por lei. O TSE determina que radialistas, apresentadores e comentaristas deixem suas funções em veículos de comunicação até o dia 30 de junho de 2026, prazo que se aplica a qualquer profissional que opte por entrar na disputa eleitoral.

O que a lei determina e o que muda na Itatiaia

A norma está prevista no Artigo 45, parágrafo 1º, da Lei das Eleições e referendada pela Resolução TSE nº 23.610/2019. O objetivo é eliminar a vantagem competitiva que um comunicador com espaço diário em rádio ou TV teria sobre outros candidatos sem acesso equivalente ao eleitor.

A partir da saída, ficam vedados programas, quadros ou opiniões regulares assinadas pelo pré-candidato. Participações pontuais em debates ou entrevistas isonômicas seguem permitidas. O descumprimento pode resultar em multas pesadas para a emissora e no cancelamento do registro de candidatura do profissional.

Para a Itatiaia, a ausência de Eduardo Costa representa uma reorganização editorial relevante. Líder de audiência na Região Metropolitana de BH e com forte presença no interior e nas plataformas digitais, a emissora terá de redistribuir espaços ocupados por um dos nomes mais identificados com o perfil da rádio.

O peso do microfone nas urnas

A migração de comunicadores para a política tem longa tradição em Minas Gerais. A familiaridade construída nas ondas do rádio tende a funcionar como ponto de partida na disputa proporcional, onde reconhecimento de nome e vínculo afetivo com o eleitor são ativos que reduzem custos de campanha e encurtam o caminho até o quociente eleitoral.

O perfil de Eduardo Costa atrai o interesse de partidos de centro e direita por sua capacidade de dialogar com a classe média urbana, comerciantes e trabalhadores do setor de serviços. Sua formação acadêmica reforça esse posicionamento: graduado pelo UNI-BH, pós-graduado pela FGV, MBA pela Ohio University e mestre pela PUC Minas.

Para candidatos tradicionais que dependem de bases paroquiais no interior, a entrada de um nome com esse nível de recall eleva o patamar de concorrência dentro da chapa e pode exigir reconfiguração na distribuição de recursos e palanques regionais.

Da análise à vidraça

O maior desafio não é conseguir votos. É mudar de papel.

Como comentarista, Eduardo Costa operava na posição de analista: fiscalizava governos, questionava decisões públicas e oferecia interpretação dos fatos com o respaldo do interesse jornalístico. A partir do momento em que o registro de candidatura for homologado, ele deixa de ser quem cobra e passa a ser quem pode ser cobrado.

Seus comentários passados sobre administrações públicas, políticas econômicas e gestão municipal serão matéria-prima para marqueteiros adversários. A transição do microfone para o palanque nunca é automática, e convencer o ouvinte a enxergá-lo como representante político, e não como mediador imparcial, será o trabalho mais difícil da campanha.

A corrida pelas 77 cadeiras da ALMG em 2026 projeta-se como uma das mais competitivas da última década. Eduardo Costa entra nela com reconhecimento, formação e uma frase que resume a aposta: é agora ou nunca.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Famosos
Inscrever-se
Notificar de
guest
0 Comentários
mais antigos
mais recentes Mais votado
Feedbacks embutidos
Ver todos os comentários